Deuses do Egito | Crítica

9 de mar de 2016

O filme estreou no dia 24 de Fevereiro de 2016 no Brasil com pouca publicidade, mas com trailers pra lá de curiosos que instigavam ao público amante de contos mitológicas a correr para o cinema mais próximo para conferir a história de Set com seu sobrinho, Horus.
Estréia: 26/02 (EUA) 24/02 (Brasil)
Duração: 127 minutos
Orçamento: US$ 140 milhões

Cena de Horus em sua forma Deus Animal 

O valor do orçamento foi de 140 milhões de dólares, a produção começou no final de 2014 e eu realmente me pergunto: Qual foi o problema deles em usarem bons efeitos especiais? 
Com um roteiro fraco e cheio de falhas, com pontas soltas e pouco desenvolvimento, Deuses do Egito deixou a desejar. Uma história tão incrível como a batalha para retomar o Egito entre Set (Gerard Butler, sim o rei Leônidas de 300 e o apaixonante Gerry de P.S I love you) e Horus (Nikolaj Coster-Waldau) poderia ser muito bem explorada, não foi isso que a Lionsgate nos proporcionou! Outra das grandes reclamações do público foi a falta de personagens negros na produção, essa é uma questão apontada a longa data, porém vale questionar novamente já que a história se passa no Egito - África. 
Mas não vamos apenas ressaltar os pontos negativos, a trilha sonora do filme foi bem escolhida, apesar de o imponente Horus não ter sido bem explorado, gostaria de parabenizar o trabalho de Chadwick Boseman como o deus Toth, que no pouco que apareceu, conseguiu animar (e até despertar quem estava prestes a dormir), veremos Chadwick em um papel diferente em Capitão América: Civil War, como o Pantera Negra. 
Muitos dos deuses não foram bem explorados e o contexto de um mortal acompanhar Horus em sua jornada é realmente questionável quando Set mata tão facilmente seu irmão, mas não consegue deter um simples ladrão com o desejo de salvar sua amada. 
E ai entramos em outro ponto, até o meio do filme não sabemos qual o foco do filme: a derrota de Set ou desejo de Bek em salvar a namorada, Zaya, da passagem para o pós-vida. 
Diversas vezes nos sentimos vendo uma animação, já que as transformações dos deuses em suas imagens mitológicas pareceram tão artificiais. 
No filme, os deuses possuem pelo menos 3 metros de altura (ok, nisso eles também acertaram, ponto pra eles) e os mortais com suas alturas normais parecem invulneráveis diante dos destemidos deuses. Em determinada cena, o diretor deve ter esquecido e esqueceram também de avisar os atores, já que em uma cena, a personagem de Elodie Young (deusa do amor, Hator) olha para o nada! (Te perdoamos Elodie, porque sei que você fará uma Elektra maravilhosa).

Vemos que grandes orçamentos nem sempre são bem aproveitados e nem sinônimo de boas produções. Podemos comparar com Deadpool que foi um filme extremamente emocionante gastando um pouco mais de um terço do gasto de Deuses do Egito, com um retorno seis vezes maior.

Beijos da Mands


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