Luke Cage | Crítica

26 de out de 2016

Depois de termos duas temporadas de Demolidor e uma temporada Jessica Jones, Luke Cage veio para se juntar ao time. Nessa semana tive o tempo necessário para sentar na frente da TV e encarar os 13 episódios da nova série da Marvel na Netflix. Como nas outras, eu tive receio de não me prender, mas eles conseguiram mais uma vez. [PRECISO LEMBRAR QUE TEM SPOILER? É, TEM]

A série se passa no Harlem, bairro onde Luke Cage resolveu se abrigar depois da sua história em Hell's Kitchen, onde Jessica Jones e Matt Murdock atuam como heróis (ou algo do tipo). As coisas se concentram em Luke e em como sua vida mudou após sofrer a mutação que lhe deu um corpo a prova de balas. Tudo começa quando Luke está preso em Seagate, uma prisão de força máxima e o local onde ele conhece Reva, sua namorada, morta por Jessica Jones (Kilgrave, na verdade). Mas vamos ao que interessa. Luke trabalha em uma barbearia ao lado de Pop, um dos caras mais respeitados do Harlem e quem protagoniza os melhores conselhos de toda a série. As coisas vão bem até que um dos capangas do chefe de todo o Harlem, Cottonmouth (me recuso a falar Boca de Algodão), resolve "acabar" com os problemas de seu chefe de acordo com o que acredita certo e provoca toda a ira de Luke ao matar seu companheiro. 

Nesse momento, Luke se vê obrigado a revelar a sua força e resistência e vai atrás de vingança por toda a confusão causada por Cornell Stokes (Cottonmouth). Mas as coisas não param por ai, Cornell é primo de Mariah Dillard, uma vereadora que usa do dinheiro do tráfico de armas de seu primo para manter os seus negócios e imagem de boa pessoa para a população. Uma verdadeira quadrilha em família. 

As coisas pioram quando Luke passa a ser o principal suspeito de todos os crimes que acontecem no Harlem e acaba com a polícia em sua cola, pra ser mais exata, Misty Knight, uma detetive foda. Quando a história se desenrola e achamos que tudo acabou, Diamondback aparece para mostrar que quem achou que acabou, estava completamente errado. 

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Em uma escala de 0 a 10, Luke Cage ganha 8 pontos. A série nos proporciona aquilo que a Marvel tem proposto desde o primeiro episódio de Demolidor: muita ação. As cenas de luta são incríveis. Nos mostra que a Netflix sabe o que está fazendo e faz muito bem. O meu empecilho ainda é o mesmo...número de episódios. É a reclamação que tenho com Jessica Jones e, também, com Demolidor. Em alguns momentos, vemos a enrolada que a série nos dá para chegar ao acontecimento de fato. "Mas, Amanda, isso é necessário para criar um suspense e dar contexto a história"...claro, acredito nisso também, mas para tudo tem um limite. 10 episódios teriam rendido uma história fantástica, mas tudo bem, esse não é lá um empecilho grande. 

Quanto a produção no geral, estou sem palavras. Confesso que não conhecia muito a história do Luke Cage antes de ver a série e muita coisa eu descobri por pesquisar (e ser curiosa). As roupas dos personagens...UAU. Em uma das cenas nos deparamos com Luke usando seu traje das HQs e é de tirar o fôlego diante de tamanha fidelidade. Não só com Luke, mas com Diamondback também. Sua roupa está extremamente fiel. 


Quanto a série Os Defensores: quero para agora. Por enquanto, tivemos citações sutis da ligação dos personagens, começando por Claire, a enfermeira. Essa mulher consegue ser sensacional todas as vezes que aparece e, inclusive, é o principal ponto de ligação entre as outras séries da Marvel (produzidas pela Netflix). Temos alguns pequenos detalhes, como quando Claire diz que "conhece um advogado muito bom" e quando um vendedor de rua diz que tem imagens "do cara verde, do Capitão e até daquele Homem de Ferro". Isso é fundamental para não nos esquecermos que todo esse universo está ligado e muito bem ligado. Parabéns, Marvel. 

Por último, trilha sonora. Ao entrar no Harlem, somos jogados no universo do Jazz e Blues. E isso não basta, a cada nova música, uma nova história. A música não é simplesmente para dar emoção, ela dá sentido a história, ela completa o que falta em qualquer cena cheia de acontecimentos. É tanta coisa que as vezes fica difícil respirar. 

Bem, estou ansiosa para a segunda temporada sem dúvidas. Mas como isso está um pouco longe, fico no aguardo de Os Defensores e Punho de Ferro.

4 comentários:

  1. Oi Amanda.

    Vou te dizer, eu já tinha me decidido por assistir Jessica Jones, mas depois de seu post vou me arriscar por assistir essas 3 séries de uma vez: O Demolidor, Jessica Jones e, agora, Luke Cage.
    Parabéns pela resenha.

    Beijos.
    Alana Marques
    colecionadoresdelivross.blogspot.com.br

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    1. Acredite, você não irá se arrepender. Todas são, verdadeiramente, muito boas. É ação o tempo todo.

      Beijos,

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  2. Confesso que depois de ler sua resenha, me deu vontade de assistir a série. Sempre vejo como sugestão na Netflix, mas sempre fico enrolando começar pelo mesmo motivo que você tinha pensado no início "vai que não é tão boa, não prende..." rsrs mas parece ser bacana... e Marvel é Marvel né kkk s2 beijo beijo!!

    Blog: estacaonoventaesete.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Olha kkk essa eu confesso que estava ansiosa para ver. E quando saiu, eu dei aquela desanimada, mas superei esse "medo" e assiste. Não me arrependo de ficar até 4 horas da amanhã com os olhos pregados assistindo mais um episódio. Você vai gostar!

      Beijos

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