REVIEW | Power Rangers

13 de abr de 2017

Os últimos anos têm sido espetaculares quando se trata de cinema. Muitas adaptações de quadrinhos, remakes ou continuações de franquias antigas e diversos outros tipos de filmes que vem presenteando os fãs. 2017 não tem sido diferente, mas abriu uma porta que ainda não havia sido explorada: os Power Rangers. 

A Lionsgate, em parceria com a própria Saban (empresa criadora e detentora da “marca” Power Rangers), fez uma aposta arriscada em uma franquia que, originalmente, tinha como público alvo quase que exclusivamente o infantil. Mas, desde o anúncio, todos vimos que a premissa era algo diferente do original.


Com uma proposta de um filme um pouco mais maduro do que a série original (não seria algo exatamente adulto), o diretor Dean Israelite trouxe uma releitura completa de Mighty Morphin Power Rangers, inclusive, mudando alguns pontos centrais da trama, mas que ajudaram a construir o roteiro de forma positiva.

Um dos grandes méritos do filme é a boa construção dos personagens, e não me refiro somente aos 5 rangers. Todos os personagens centrais da trama tiveram boa profundidade, fazendo com que você realmente os conhece e entendesse sua essência. A vilã Rita Repulsa, por exemplo. O filme se aprofundou muito mais na personagem do que na série de 1993, inclusive mostrando que, no passado, Rita fora uma a ranger verde, algo que colabora com uma modificação em Zordon, o mentor dos Power Rangers, mostrando o personagem como o primeiro ranger vermelho; isso fez com que nós, expectadores, entendêssemos mais sobre o porquê da rivalidade entre os dois.


Para algo sobre Power Rangers, não dá pra negar que faltam mais cenas de combate com o uniforme, mas isso pode ser justificado por se tratar de um filme introdutório, lembrando que a Saban confirmou que há um planejamento para, no mínimo, mais 6 filmes. Mas um outro elemento fundamental da franquia que esteve em falta no filme foi a música tema dos Power Rangers, a famosa “Go, Go Power Rangers”. A música aparece por não mais do que 10 segundos, ainda que em uma das melhores cenas de todo o filme. É interessante destacar que a versão da música que é tocada é a versão especial feita para o filme de 1997, o que ajuda no fan-service e no clima de nostalgia. Mas, ainda sim, seria muito legal um pouco mais de tempo de tela da música épica ou mesmo que tocasse nos créditos do filme.


Falando de fan-service, as cenas finais causam muita nostalgia aos fãs mais antigos. Isso porque, no final da luta entre o Megazord e o vilão Goldar, dois “civis” são focados tirando fotos com seus smartphones. Acontece que esses dois civis são Jason David Frank, que interpretou Tommy Oliver e é muito famoso, principalmente, como o Ranger Verde e como o primeiro Ranger Branco, além de ser um dos mais lendários por participar de diversas temporadas da série; e Amy Jo Johnson, que interpretou Kimberly, a ranger Rosa, na série original.



No geral, o filme é bem divertido, tanto para os fãs mais antigos quanto para os novos, tendo momentos de humor, boas cenas de ação, tramas suficientemente desenvolvidas, bons personagens e um ótimo link com um possível próximo filme, já que dá abertura para a chegada de Tommy Oliver (que, como dito anteriormente, foi o Ranger Verde na série original) e o claro sinal de que a vilã Rita Repulsa fo parar na lua, o que tem grande ligação com um possível surgimento do vilão Lord Zedd.

8 comentários:

  1. Oi Leonardo,

    Tô bem triste de não ter visto o filme ainda. Fiquei empolgada com os trailer e aquela nostalgia bateu. Espero gostar e a minha expectativa tá até boa já que as críticas do filme estão até positivas. :)

    Bjs, @dnisin
    www.sejacult.com.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Denise. Tudo bem?

      Quando assisti, foi uma mistura de sensações. Eu nunca fui muito fã de Power Rangers, mas sempre acompanhei. E assistir filme me fez perceber o quanto é emocionante ver a evolução da franquia. Foi incrível. Corre pra ver, porque você não irá se arrepender.

      Bjs,

      Excluir
  2. Quero muito ver esse filme, mas parece que vou ter que baixar ele da internet ou assistir online mesmo já que ir pro cinema tá dificil :'(
    to mega ansiosa pra esse filme, to vendo que vou ter que fazer isso msm
    http://b-uscandosonhos.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Kézia,
      O filme saiu super rápido dos cinemas daqui da minha cidade. Sorte que corremos todos para ver. Caso contrário, também estaríamos caçando pela internet. Mas acredite, vale muito a pena!

      Excluir
  3. Saudades da infância, to louca pra ir ver, mas falta money hahaha

    xox
    Próxima Primavera

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Dá uma saudade enorme da infância, quando o maior dos meus problemas eram "qual desenho assistir? Ponho na SBT ou na Globo?".
      Estou torcendo pra você ver logo.

      Excluir
  4. Oi Léo!!
    Ahh eu quero tanto assistir esse filme. Tem gosto de nostalgia. Adorei sua análise do filme, fiquei ainda com mais vontade em assistir.
    Beijos
    http://lua-literaria.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Corre pra assistir porque está realmente incrível! A gente curtiu muito.

      Excluir

 
© Biblioteca do coração - janeiro/2016. Todos os direitos reservados.
Criado por: Maidy Lacerda. Se inscrevam clicando aqui
Tecnologia do Blogger.
imagem-logo